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Método

Como a gente trabalha

Esta página descreve o processo que a gente usa — o mesmo que usamos para construir a Medalz do zero com um time de três pessoas. Não é um framework de livro. É o que funcionou, o que não funcionou, e o que aprendemos a nunca pular.

Duas coisas antes de começar. A gente cobra por escopo, nunca por hora. E parte deste processo acontece dentro do nosso contrato, parte acontece depois dele, com você. Em cada etapa abaixo está escrito qual é qual.

Discovery — antes de qualquer linha de código

O que fazemos. Conversamos com quem vai usar o produto, não só com quem vai pagar por ele. Perguntamos como a pessoa resolve o problema hoje, quanto isso custa e o que ela já tentou. Terminamos com escopo, custo e prazo travados por escrito.

Um exemplo real. Na Medalz, aluguel de quadra parecia a próxima feature óbvia — estava no roadmap e investidores perguntavam por ela. Antes de construir, fizemos discovery com o CEO do nosso cliente âncora. Descobrimos que locação era uma fatia pequena do faturamento da rede, que a receita vinha das aulas, e que uma solução de locação já plugada havia dois anos quase não tinha gerado demanda. Vinte e dois minutos de conversa mudaram a prioridade de um trimestre.

O que você recebe. Documento de produto, protótipo navegável e proposta fechada com escopo, preço e prazo. Se o discovery mostrar que o produto não deveria ser construído, você fica sabendo antes de gastar com ele.

MVP com geração assistida por IA

O que fazemos. A IA escreve boa parte do código: telas, integrações, testes, migrações. É isso que permite a um time pequeno entregar em semanas o que levaria meses. A pessoa decide arquitetura, modelo de dados, o que entra e o que fica fora — e revisa tudo que vai para produção.

O que nunca delegamos. Dinheiro e dado do cliente. Na Medalz, o motor de pagamento — split entre organizador e plataforma, idempotência, conciliação de webhooks — foi desenhado e revisado à mão. Com um lançamento importante batendo na porta, a interface foi para o ar atrás de uma feature flag e a mudança no pagamento esperou até ter idempotência e plano de rollback. Mais de R$1 milhão passou pela plataforma sem nenhum caso de cobrança duplicada.

O que você recebe. Um produto em produção, não um protótipo: domínio, deploy, banco, autenticação, pagamento quando houver, e o código no seu repositório.

Validação com early adopters reais

O que fazemos. O MVP vai para as mãos de um grupo pequeno de usuários reais — de preferência um cliente âncora que tem a dor de verdade e topa usar uma versão incompleta. E medimos desde o primeiro dia: cada ação relevante vira um evento, e deles saem o funil, os usuários ativos por dia, semana e mês, e as cohorts.

Um exemplo real. A Medalz começou com uma rede de arenas como cliente âncora, num primeiro contrato de 40 torneios. O rastreamento de eventos foi para produção antes de haver qualquer coisa para comemorar, e as consultas de funil e cohort vieram dez dias depois. Quando os primeiros números apareceram — mais de mil usuários em 25 dias e cerca de R$70 mil transacionados no primeiro mês — já dava para ver de onde eles vinham e onde paravam.

O que você recebe. Instrumentação de eventos e um painel com as métricas que importam para o seu produto, entregues junto com o MVP. A validação em si acontece depois — com você, e com a gente acompanhando se você quiser.

Iteração com feedback de produto

O que fazemos. Toda semana consolidamos o que veio de vendas, suporte e dos dados, e decidimos a prioridade da semana seguinte. Decisões grandes se discutem em grupo, mas a palavra final é de quem é dono do assunto. Fluxo contínuo, pouca cerimônia.

Um exemplo real. Na Medalz, um agente analisava os erros do app todos os dias e comparava as últimas 24 horas com as médias de dois e de sete dias. Isso mudou a pergunta de "tem bug?" para "esse bug está voltando?". Passamos a contar recorrência, não só ocorrência — um erro que volta pela quinta vez não é o mesmo problema de um que apareceu uma vez.

O que você recebe. O ritual e o monitoramento configurados no seu produto. Se você contratar a evolução mensal, a gente roda o ciclo junto com você.

Retenção antes de aquisição

O que acreditamos. Trazer usuário é mais fácil do que manter. Crescimento que não volta na semana seguinte não é crescimento — é custo de aquisição com prazo de validade.

Um exemplo real. Aprendemos isso do jeito caro. Em março de 2026, dois fundos conversaram com a Medalz, gostaram do time e da tração, e passaram. O que pediram para voltar a conversar não foi mais usuário: foi retenção, engajamento, cohorts e receita por usuário. Desde então, é o primeiro gráfico que a gente monta.

O que você recebe. Cohorts de retenção desde o lançamento, para você saber se tem produto antes de gastar em marketing.

O caminho para captar

O que aprendemos. Na Medalz passamos por conversas com anjos, fundos de venture, uma plataforma de crowdfunding e um processo de M&A. Nem tudo fechou. O que ficou foi um padrão: investidor não compra ideia nem demo. Compra um time que mede, com números que ele mesmo consegue verificar.

O que oferecemos. Não prometemos captação — ninguém honesto promete. O que fazemos é deixar seu produto medido de um jeito que responde às perguntas que investidores de fato fazem e, quando fizer sentido, apresentar você a pessoas da nossa rede.